16 de outubro de 2014



A pesquisa sobre o "Profissional de SEO e Marketing Digital no Brasil”, realizada pela Conversion em parceria com o Search Masters Brasil, revela dados surpreendentes. Entre eles, o fato de que apenas 7% dos profissionais dessas áreas são contratados por webjornais.

O dado preocupa, pois, na minha opinião, é querer fazer webjornalismo sem tirar o máximo de proveito dos recursos que a web proporciona. Em outra oportunidade já falei sobre o assunto e, repito, já não basta produzir uma excelente matéria jornalística. É preciso fazer com que ela também seja encontrada por quem busca. 

Além disso, quando o assunto é geração de receita na web, vejo diversos webjornais perdidos ao tentarem o uso de afiliados, e-mail marketing, entre outros. O setor de publicidade de alguns portais trabalha com visão arcaica de vender espaço diretamente para quem deseja anunciar e acaba ignorando outros formatos altamente rentáveis e específicos da internet. Por exemplo, no Piauí, tenho visto vários portais experimentando o Google AdSense. Porém, desconhecem as regras do programa e acabam sendo punidos e impedidos de continuarem a parceria.

Já ao analisarmos grandes webjornais brasileiros (Estadão, ODia RJ, G1) é possível perceber que há profissionais de SEO e Marketing Digital atuando nas redações. O Povo Online, no Ceará, já aposta nesse tipo de profissional.

Mas, deixando minhas opiniões de lado, a pesquisa também revela que os profissionais brasileiros de SEO e Marketing Digital são jovens e inexperientes, porém, 43% deles são proprietários de suas próprias empresas. Desses, 36% afirmam ganhar entre R$ 2.896 e  R$ 5.792 reais.

De acordo com os dados, 48% dos entrevistados afirmam trabalhar a menos de 12 meses na área. Além disso, a maioria desses profissionais tem idades de 26 a 33 anos. "Podemos concluir entre outras coisas que é um mercado no qual a vontade de empreender é grande, os profissionais precisam aprender na prática e os salários são muito discrepantes", destacou o estudo.

Entre os dados, também chama atenção o fato de que os entrevistados disseram que as universidades deixam a desejar no ensino sobre esses temas. De acordo os profissionais, em uma escala de 0 a 5, a nota para a abordagem sobre o assunto em cursos superiores é de 1,53%. Trocando em miúdos, 91% acham que faculdades não preparam para trabalhar com SEO e marketing na internet.

Os dados revelam ainda que a maioria dos profissionais de marketing digital é formada em Publicidade, Marketing e Administração. A pesquisa foi realizada com 600 profissionais e você pode conferir os pormenores na página da Conversion, empresa de SEO (search engine optimization) fundada por Diego Ivo, em 2011.








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