27 de agosto de 2014



O repórter Cléber Sousa, da Rede Minas (MG), surpreendeu telespectadores e equipe de produção ao fazer um "ao vivo" dentro do programa Bem Feminina. Ele gaguejou, esqueceu a fala e implorou para que cortassem sua participação. "Tira do ar, pelo amor de Deus!", disse Cléber.

A produção retirou o jovem do ar por alguns segundos, mas insistiu na sua entrada ao vivo. Na nova tentativa, o nervosismo permaneceu e Cléber deu o xeque-mate; "eu não consigo". A gafe tem sido divulgada pela web desde a última sexta-feira (23), mas não vi ninguém analisando a situação a ponto de elencar dicas úteis para aspirantes à profissão.

Diante disso, o ferramentasfoca.com apresenta algumas observações que podem ajudar jovens jornalistas. No entanto, veja o vídeo:



É claro que o profissional em questão não foi o primeiro e nem será o último a cometer esse tipo de falha. Apenas para refrescar a mente dos 'críticos' que gostam de apontar o erro dos outros de maneira a desestimular uma continuidade do trabalho e melhoria, veja a falha de Zileide Silva, jornalista da TV Globo:


Zileide é veterana. Pela lógica, ela não deve cometer erros, mas quem trabalha nesse meio sabe que imprevistos acontecem.

O aprendizado
No caso do repórter Cléber Sousa, observei falhas básicas que poderiam ter tirado o jovem do aperreio ou amenizado a situação:

Ficha/Teleprompter - O repórter entra ao vivo - aparentemente, sem nenhum suporte para um eventual esquecimento de sua fala. Observei que ele preocupou-se em decorar o texto, mas não garantiu uma ficha com tópicos que pudessem ajudá-lo a retomar em caso de um 'brancão'.

Pelo jeito, nem teleprompter havia para auxiliá-lo. 

Calma/Profissionalismo - O jovem parece ter entrado no ar sem a noção de que ali era pra valer e ser profissional é manter a seriedade devida e buscar - sei lá como, manter a tranquilidade necessária. Fazer caretas não resolve.

Improviso - Notei que ele poderia ter retomado calmamente a participação utilizando-se de sinônimos para palavras esquecidas. Improvisar é fundamental. 

Então, fica a recomendação: busquem fazer cursos de rádio ou tentem estagiar no meio antes de ingressarem na televisão. O rádio faz você desenvolver o poder do improviso, sem falar do pensamento rápido.

É claro que eu não sou nenhum profissional formado (ainda), então, sinta-se à vontade para criticar minhas opiniões. Ignorá-las.

Finalizando, recomendo que você veja o vídeo abaixo com William Bonner e Fátima Bernades falando sobre as falhas no Jornal Nacional:


Além disso, leia o Manual de Jornalismo Televisivo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Portugal. É gratuito!

E você, o que tem a dizer sobre o assunto?







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