8 de janeiro de 2014



A produção de textos para jornal impresso é o que todo estudante de jornalismo, sem sombra de dúvidas, sabe fazer. Afinal, é o que mais se ensina na universidade.

Tendo em vista que nos últimos dias andei abordando diversos temas, menos sobre nossa formação, acredito que falar sobre rádiojornalismo é mais que relevante, principalmente porque somos sabedores de que todas as emissoras AMs passarão para a Frequência Modulada - o que pode significar contratações na área. Portanto, nós devemos aprender a falar e escrever para o rádio. Quando digo "precisamos", eu estou incluído!
O fato é que os dias de muita música e muito embalo estão contados, tanto pela chegada das AMs quanto pela necessidade das atuais FMs apresentarem aos seus ouvintes algo mais atrativo. Heródoto Barbeiro,  no livro Estrutura da Informação Radiofônica (4ª edição, 1985)- de Emílio Prado, diz que "esse espaço precisa ser conquistado pelo rádiojornalismo". Afinal, músicas - se é que podemos considerar essas batidas atuais de tambor - não são suficientes para um público cada vez mais exigente e antenado com as novas tecnologias.

Como deve ser a escrita no rádio
O Manual de Jornalismo de Rádio - de Hernâni Santos, orienta que "o jornalista de rádio deve escrever num estilo oral, informal e corrente. Trocando em miúdos, o texto precisa ser em forma de conversa, sem formalismos e produzido com palavras e frases 'de uso comum'.  No entanto, "oral, informal e corrente
não significam um estilo inculto, descuidado ou baixo".

A redação para o rádio deve ser objetiva, bem diferente do jornalismo impresso. Aliás, diga-se de passagem, uma escrita chata e que - algumas vezes - faz um arrodeio do diabo para dizer o que o leitor precisa saber. 


Exemplo:
Dez pessoas foram mortas em consequência da troca de tiros entre policiais e um grupo de bandidos.

A escrita para o rádio ficaria melhor assim: 
Dez pessoas morrem na troca de tiros entre policiais e bandidos.

Conclusão
O jornalista de rádio precisa escrever para ser ouvido. Lembre-se disso, sempre! Além disso, Hernâni Santos diz que a primeira grande regra a não esquecer é a dos três “cês”: clareza, concisão, correção. O grande objectivo estratégico do jornalista da rádio é ser claro.

A escrita para o rádio deve evitar rimas e cacofonias; ter cuidado com siglas, abreviaturas, símbolos e números; o texto deve seguir uma estética para melhorar a visualização. Todos esses assuntos são abordados no material indicado abaixo.  

Leituras que recomendo (clique para fazer o download):

- Manual de Jornalismo de Rádio (Hernâni Santos - Portugal)
- Falando e escrevendo para rádio (Professores da UMESP e USP)

Você conhece outro material útil para download?







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