Galerinha, começar um curso de jornalismo é empolgante. A ideia de ser jornalista, trabalhar em televisão [até parece que só tem esse veículo de comunicação, risos] e tentar mudar o mundo a partir da informação é fascinante. Porém, juntamente com todo esse alvoroço de ideias e sonhos estão os aprendizados.

No decorrer da nossa formação, vão surgindo alguns termos ou jargões típicos da área e que nos deixam feito bestas. Dessa vez, vamos falar da suíte. Só não pense que é um quarto com banheiro agregado [risos]. Quando ouvi esse termo pela primeira vez no jornalismo, juro [envergonhado, mas juro] que esse foi o meu único pensamento!

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A suíte no jornalismo não é algo tão complicado de se entender. De acordo com o Manual de Redação e Estilo da Folha de S. Paulo, refere-se à reportagem que relembra fatos já noticiados.

"Do francês suite, isto é, série, sequência. Em jornalismo, designa a reportagem que explora os desdobramentos de um fato que foi notícia na edição anterior. Na Folha, toda suíte deve rememorar os fatos anteriormente divulgados".

Em outras palavras, segundo Daniele Barizon, em artigo publicado no Observatório da Imprensa, significa retomar um assunto [...] a fim de transformá-lo outra vez em notícia. Trata-se de procedimento corriqueiro, portanto, repisar matérias.

Na prática, basta lembrar da morte do menino Joaquim. Lembra? Os portais, por exemplo, fizeram suíte do caso. A cada novo detalhe - ainda não divulgado, o fato era lembrado e acrescido da novidade para virar uma nova notícia. 

Portanto, para finalizar esse nosso aprendizado e tanto [risos] lembre-se que suíte é a tal coisa de não deixar a notícia morrer! Ainda tem dúvidas? Então, recomendo que leia [aqui] o que Duda Rangel, do Blog Desilusões Perdidas, escreveu sobre o assunto em 2009.







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