26 de novembro de 2013



O jornalismo tem enfrentado uma forte crise desde que as novas mídias surgiram. Apresentadores que passavam a programação inteira sentados, agora andam pelo cenário, sorriam e brincam.

O jornalismo impresso tem até data certa para deixar de existir. No entanto, até lá, ele segue demitindo repórteres e pelejando para continuar na web. Eles buscam uma saída!

Mas, qual o caminho a ser seguido? Como superar a crise? Bruno Torturra, do Mídia Ninja, Fred Melo Paiva, do programa O Infiltrado e Leandro Sarmatz, escritor e também jornalista, acreditam que o jornalismo sobreviverá à crise por meio da radicalização de suas próprias características.



“Quando se fala em jornalismo acho que só existe um, não ‘o pós’ ou ‘o pré’. O que está sendo posto em cheque é o modelo de negócios – o que convida à reflexão e que (propõe que se) aprofunde os temas do nosso tempo. O bom jornalismo é ‘pré’, ‘pós’ e ‘neo’. Ao passo que, embora ainda não tenha uma solução formal e econômica (para o jornalismo atual), esse é um momento de adolescência (do jornalismo): a voz está meio desafinada, os instintos estão meio desordenados”, analisou Sarmatz.

Bruno Torturra afirma ter se surpreendido com as consequências que o movimento Mídia Ninja gerou no auge das manifestações de junho. “Não foi pensado a perda de controle porque a gente nunca quis ter um chefe, um editor… Mas junho foi junho, não tinha como poder controlar nada: o MPL (Movimento Passe Livre) perdeu o controle, a Dilma perdeu o controle”, concluiu.

Ao falar sobre sobre o fato de a academia e a mídia tradicional acusarem o Mídia Ninja de não preservar a objetividade jornalística e produzir conteúdo sem aprofundamento, Torturra disse que “o jornalismo aprofundado é uma coisa que pouco jornalista está fazendo hoje. Não estou falando que o jornalismo tenha que ser imediatista, mas que ele pode ser. Eu não faço questão de ser jornalista, faço questão de participar dessa discussão que deixa muito jornalista muito enciumado: acabou a primazia do veículo como última instância que poderia pautar a realidade”.

Fred Melo Paiva acrescentou: “Acho esse lance de ficar definindo o que é jornalismo uma loucura. O jornalismo deve mirar em ver histórias interessantes e passa-las para frente, como as pessoas vão chamar isso não importa muito”.

Fonte:
O futuro do jornalismo está na velha contação de histórias








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