Detentora do titulo de “quarto poder”, a imprensa é capaz, dentre muitas coisas, de eleger ou não presidentes e destruir reputações. Diante dessa evidência, a partir do filme Todos os Homens do Presidente, é possível analisar temas como poder, dominação e liberdade de expressão. Podemos ainda elencar questionamentos de valores como, ética profissional e corrupção.

O filme nos remete a uma reflexão sobre a conduta ética e as atitudes dos profissionais de hoje em dia, que se corrompem a troco de um furo de reportagem, de estrelismo, de pontos de audiência.  A trama gira em torno de um conflito que põe através de um jogo de interesses, não sabendo ao certo se o objetivo do jornal seria de fato preocupar-se com a legitimidade das informações ou fazer valer as relações de poder e dominação.

O enredo do filme é o esforço dos jornalistas Robert Woodward (interpretado por Robert Redford) e Carl Bernstein (Dustin Hoffman), do jornal The Washington Post. Esses dois ilustres [risos] repórteres investigam se a Casa Branca tinha ligações com o caso Watergate e tentava omitir a ação de espionagem política. 


Fica em dúvida, porém, se houve tanto empenho da direção do jornal em resolver este caso somente para pôr em prática um jornalismo verdadeiro, ou por questões políticas e partidárias. 

Nesse contexto fica claro o quanto o poder e dominação dos meios de comunicação estão presentes na nossa vida, pois a mídia só vincula o que é de seu interesse, seja ele político ou econômico, fazendo-nos pensar que as informações repassadas são para alimentar o nosso interesse. Fica transparente no filme que o jogo de interesses faz macular o jornalismo ético levando-nos a refletir se de fato existe a ética em tal veículo de comunicação.

Enquanto interesses pessoais sobreporem aos interesses comunitários não será possível falar em ética jornalística, pois o jogo de poder e dominação é quem faz a permanência desses meios de comunicação, estando a população a mercê de informações parciais ao invés de imparciais. 

Portanto, Poder, dominação e Liberdade de expressão são fortemente marcados no filme Todos os Homens do Presidente, deixando um alerta para a ética jornalística e abrindo uma reflexão sobre o real papel do jornalismo no mundo de informações

O fato é que o homem ao longo de sua história sente a necessidade de se comunicar e para atingir tal objetivo utiliza-se de diversos meios, sendo o jornal umas dessas fontes. No entanto, existe uma ruptura entre o real e o necessário no fazer jornal, uma vez que o campo de interesse se encontra concentrado nesse cenário.

Ressalta-se que o campo de interesse ora mencionado, não é um campo que atende as necessidades e anseios da grande massa, mas de uma minoria que controla todos os setores da sociedade, e da comunicação não é diferente. Resta, todavia a presença de profissionais que possam driblar esse mundo fantástico dos interesses e transmitir informações concretas que não fogem o real somente para garantir sua permanência no emprego. 

O jornalismo é muito mais que isso, está sustentado nos princípios da ética, respeito e imparcialidade, embora saibamos que esses princípios muitas vezes são suprimidos pelos detentores do poder.

Portanto, as bases de um bom jornalismo precisam ser reafirmadas para que a sociedade mantenha a esperança numa vida melhor, onde o poder e dominação aconteçam de forma natural sem forjar os princípios da ética e que a liberdade de expressão possa florar de forma natural sem ser preciso revoluções para conquista-la, sem se preocupar com afirmações de censura como as do editor Bob “cuidado com o que escreve”. Ou seja, a escrita é uma arma que pode ser favorável ou não ao jornalista. É preciso saber manejá-la com precisão, não há espaço para falhas, em particular quando temos um sistema excludente.

*Com trechos retirados dos sites Convergência / Canal da Imprensa / Ética Jornalística

Recomendo que você leia também:
  1. Três atitudes importantes pra estudantes de jornalismo
  2. Aprenda a utilizar o Twitter através de um guia prático
  3. Descubra de quem é a culpa pela educação ruim no Brasil






Comentários: