1 de junho de 2013



Tenho nestes últimos dias voltado minha atenção para a arte de entrevistar, um procedimento indispensável na prática do jornalismo.

É através da entrevista que a gente "apura informações com o objetivo de obter uma declaração e a reconstituição de determinados fatos" [Nilson Lage].

Porém, uma definição não é o suficiente para nos livrar da angústia de entrevistar ou da sua organização; de como devemos abordar determinado assunto ou, ainda, de como devemos editá-la. Diante de tantas dúvidas, uma coisa eu tenho certeza; precisamos ir além das técnicas. Embora sejam uma ajuda, elas nunca serão suficientes.

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Definida por Stela Guedes Caputo, como sendo "o que há de melhor no jornalismo e na pesquisa", a entrevista é muito mais que um jogo de perguntas e respostas. Porém, ninguém consegue afirma o que vem a ser esse mais! E alguns cuidados são necessários pra quem busca fazer uma boa entrevista. Entre os vários, destaco o que disse Muniz Sodré, um dos magnatas na área da comunicação: "o fascínio pelo entrevistado pode atrapalhar o entrevistador". Então, tenha cuidado!

Além disso, para que façamos uma boa abordagem em determinada matéria, precisamos nos lembrar que "são as construções ideológicas do jornalista que atravessarão ou conduzirão sua abordagem na matéria sobre essa mesma ocupação. É preciso reconhecer essa construção ideológica para que não se caia na hipocrisia da neutralidade. Porque neutralidade não há. O que existe é a sociedade com todas as suas contradições"[Stela Caputo].

Parando por aqui, não que o assunto tenha acabado, lembremo-nos que o conhecimento do assunto deve ser a primeira preocupação de todo e qualquer jornalista ao dirigir-se para a entrevista. Além disso, recomendo que você leia Sobre Entrevistas [Stela Guedes], livro de onde tirei todos os argumentos desse texto e que já recomendei no blog.

Também indico a leitura do livro Abusado, de Caco Barcelos. Nele, o jornalista apresenta uma reportagem investigativa sobre a entrada do Comando Vermelho na favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, e a formação de uma geração de traficantes. O livro é tão bom que recebeu elogio de Muniz Sodré.

Trecho retirado do livro de Stela Guedes.
Acredito também que assistir bons programas de entrevistas acaba sendo importante. Um dos melhores - pelo menos pra mim - é o da apresentadora Marília Gabriela. Se você não conhece, pode morrer. Melhor, te enterra que a morte já chegou há tempos. [risos]! 

Todos os vídeos com entrevistas anteriores estão disponíveis no site do programa. Pra não ficar acompanhando o DE FRENTE COM GABI só pela internet, se ligue no SBT todo domingo e quarta.

Finalizando, acho interessante compartilhar com você um vídeo super bacana do canal Porta dos Fundos [ainda vou criar uma postagem com alguns sites, canais do youtube, entre outros que me divirto em alguns momentos]. O vídeo humorístico mostra como NÃO fazer uma entrevista. Vale a pena assistir! 




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