22 de maio de 2013



Do ensino básico ao superior é possível constatar que alguma coisa na educação, em especial pública, não funciona como deveria. Alguns políticos até tentam amenizar, e conseguem.

O ministro da educação, Aloizio Mercadante, afirmou no final de 2012 que a educação apresenta uma “melhora generalizada”. Sua fala referia-se à avaliação recente [2012] de cursos e universidades, feita através do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE).

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Até aí tudo bem. O fato é que quando algo fica melhor é porque estava ruim. Porém, embora a frase seja redundante, não reforça a ideia de que o que ficou melhor vai continuar seguindo o mesmo rumo. Mas, que é necessário cuidado especial.

Logo, constato que a educação brasileira está na "UTI". O que não é novidade pra nenhum brasileiro! E os cuidados também são de conhecimento de todos; melhores salários para professores, novas escolas e universidades, manutenção de infraestruturas existentes, entre outras, podem significar avanço em todos os sentidos. Não posso deixar de mencionar também, resumidamente, que a educação precisa de um aporte maior de recursos.

Mas, só isso não basta. Professores precisam se autoavaliar e, necessariamente, no caso de alguns, precisam de uma reciclagem. Diria ainda, que precisam trabalhar comprometidos com o ensino para promover o bem-estar e a evolução da sociedade (...) o progresso e, preste bem atenção, a grandeza da Pátria. Mantendo elevados os ideais da profissão, obedecendo aos preceitos da ética, da legalidade e da moral. (trecho do juramento universal)

Pois antes de pensar em ganhar bem e ter o melhor suporte do mundo [não que seja indispensável] para o exercício de suas atividades, todo e qualquer profissional precisa apresentar seu trabalho, mas não é de qualquer jeito. Tem que ser bom!

Professor de universidade não se preparar pra uma aula é o maior sinal, pra mim, de que a educação não vai bem e não vai ser um salário o responsável pela mudança. Alguns professores dizem que com o dinheiro que ganham, não vale a pena tanta dedicação. Mas, quem garante que uma vez sendo bem pagos vão ser bons professores? E quando se formaram, juraram ser bons professores só mediante ótimos salários e estruturas físicas de qualidade para desenvolver suas funções?

É fácil assumir a responsabilidade de algo que deu certo. Porém, o erro ninguém quer. É a tal coisa da bola que passa de um pé pro outro até chegar ao gol. Quando dá certo, todo mundo tem participação. Do contrário, culpado é o atacante!

Em outras palavras, já que não é tão fácil apontar um culpado pra tudo o que a educação passa hoje, tendo em vista que ninguém assume o erro, digo que a procrastinação é a principal causa por muita coisa de errado na educação brasileira.







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