Segundo Cláudio A. Kubrusly, fotografia é a possibilidade de parar o tempo, retendo para sempre uma imagem que jamais se repetirá. É um documento histórico, prova irrefutável de uma verdade qualquer.

Fotografia pode ser uma ilusão de ótica que engana nossos olhos e nosso cérebro com uma porção de manchas sobre o papel, deixando uma sensação tão viva de que estamos diante da própria realidade retratada. Sim, fotografia é tudo isso e mais um monte de coisas.

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A informação de uma fotografia é rica e infalível
Por sua própria natureza, a fotografia estabelece, antes de tudo, um julgamento sobre a beleza de cada um. A informação contida numa fotografia pode ser extremamente rica (minuciosa), mas é totalmente parcial, e nem mesmo quanto à aparência a imagem estática é sempre infalível. A realidade nua e crua é apenas matéria bruta, apenas uma das matérias-primas, na complicada alquimia da imagem. Não é indispensável partir do belo para chegar ao belo. A fotografia tem sido uma prova contundente desta verdade.

Fotografia é muito mais que reproduzir com eficiência uma imagem
A melhor imagem, aquela que transmite com mais eficiência uma ideia, uma emoção ou o conteúdo de um tema, não é, necessariamente, a que contem o máximo de informação verbalizável. O livro o que é fotografia de Cláudio A. Kubrusly continua dizendo que uma boa imagem nem sempre é aquela que produz com mais fidelidade o assunto ou mostra com muita clareza o maior número possível de aspectos. Muitas vezes o que torna forte uma imagem, que a faz pujante ou arrebatadora, são elementos independentes do tema, contidos na forma de tratar a imagem.

Com a fotografia o feio pode ficar belo
Pode existir uma distancia infinita entre a realidade palpável à frente da objetiva e a realidade criada ou evocada na fotografia. Tanto é possível chegar ao belo partindo do banal, feio ou, até mesmo, repugnante, como a beleza grandiosa de um pôr-de-sol pode levar apenas a um resultado medíocre. A pintura já tinha feito essa descoberta antes de a fotografia surgir, mas a câmara tornou muito mais fácil arriscar. Seu imediatismo estimula a experimentação. Com a facilidade mecânica, proliferou a imagem inconsequente, irresponsável. Os resultados chegaram cheios de surpresas: a beleza também podia emergir da feiura, do asqueroso, do imoral.

A imagem fotográfica não é espetáculo
Na fotografia não existe este “correr de cortinas” que define o inicio do ato. Na melhor das hipóteses tem-se um “Olha o passarinho!”, técnica que pode ter funcionado para criar um olhar atento, enquanto foi novidade. Privada de dimensão no tempo, a imagem fotográfica não é espetáculo, embora muitas vezes seja preciso montar um espetáculo para obter, numa fração de segundo, a imagem desejada. É insubstituível para transmitir, num relance, toda a emoção de um evento, mas falha ao tentar analisá-lo.

Fotografia é vestígio de um momento mágico
A fotografia realizou o sonho de poder reter, pegar, guardar a imagem refletida por um espelho ou por uma poça d´água qualquer, inaugurando uma nova era de civilização, onde a imagem tem, sem dúvida, um dos papéis principais. É impossível separar a fotografia do tema fotografado, mas ela não é o tema, é apenas o vestígio deixado por ele o momento mágico do clic.

Tópico: Ferramentas Foca






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