4 de novembro de 2012



O estudante de jornalismo Kayque Guialheiro produziu um matéria falando sobre os desafios de se tornar um bom jornalista. Ele entrevistou profissionais do mercado que possuem diploma e outros que apenas "sabem fazer". A pauta ficou tão legal que entrei em contato com ele pedindo autorização para publicar no blog. Ele aceitou e você confere na íntegra. 
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O jornalismo está na moda. Estima-se que 3 mil jornalistas se formam por ano no Brasil. Quem escolher essa profissão deve se preparar para grande concorrência no mercado de trabalho. Os otimistas alertam também sobre a concorrência, porém não desanimam os novos profissionais. Ao contrário, se baseiam na seguinte ideia: o jornalista que for versátil, determinado, ousado e cheio de vontade de aprender vai se destacar, e sempre haverá uma vaga no mercado.

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A profissão sofreu algumas alterações nos últimos tempos. Em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o diploma de jornalismo não é mais uma obrigatoriedade para exercer a profissão no Brasil. Apesar da decisão, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) orienta as empresas a contratarem profissionais graduados. Sobre a situação dos atuais cursos superiores, o STF informou que a não obrigatoriedade do diploma não significa automaticamente o fechamento dos cursos.

A Federação Nacional das Associações Juvenis (Fenaj) e todos os sindicatos do Brasil estão lutando para obter o restabelecimento do diploma de jornalista. No último mês de agosto, o Senado aprovou, em segundo turno, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que torna essencial o diploma de jornalismo para o exercer da profissão. A proposta foi aprovada, por 60 votos a 4, e segue para votação Câmara do Deputados. O PEC certifica que o diploma não será exigido para os profissionais que já trabalhavam na área antes da aprovação do texto.

A apresentadora Elisa Veeck pondera sobre a questão da não obrigatoriedade do diploma. "A formação acadêmica te ensina muito sobre história, assuntos, técnica. Mas o que difere um comunicador de outro é o seu jeito único e, principalmente, o tempo que ele já pratica aquilo. Vemos muito diploma, diploma, diploma, mas pouco se fala em ler sempre, em ser curioso, em pesquisar, em estar antenado em assuntos." Para Elisa, o diploma é essencial, mas só tê-lo nas mãos não leva a lugar algum.

[A minha opinião, enquanto autor do blog, é que precisamos balancear o aprendizado entre conhecimento explícito e tácito. Essa conversa de que aluno bom é aquele tiradorzinho de 10 é conversa fiada!]

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"Trabalho há 13 anos na televisão, um ano e meio como apresentadora. Não sou formada, mas não fico parada em casa. Estou sempre estudando, sempre lendo. Essa é a diferença".

A jornalista Karine Bueno conta como foi sua adaptação no mercado de trabalho. "Foi através de estágios que eu vi o que era realmente essa profissão, o que pretendia exercer pelo resto da vida, estagiei durante dois anos em uma WebTv, fui produtora e âncora. Quando me formei, foi um grande 'baque', pois aí vemos que a briga agora é com 'gente grande'.

O mercado de trabalho é bem competitivo, não tenha dúvidas. Quando saí de casa, meu pai disse que me apoiava, mas que eu não conseguiria sobreviver com a grana dessa profissão. Bom, ele errou".

O jornalista Celso Cardoso relembra que, em sua época de faculdade, o estágio era proibido. "Os estudantes têm que dar valor a essa oportunidade, pois muitos já estão trabalhando em jornais, revistas, televisões, e fazendo o mesmo que muitos jornalistas já renomados fazem". Celso ressalta também a questão da concorrência. "A disputa no mercado de trabalho é difícil, como em todas as outras profissões, é preciso ter foco, motivação e vontade de apreender sempre, assim todos conseguirão seu espaço".



*Por KAYQUE GUIALHEIRO.
Tópico: Ferramentas Foca






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