Nessa postagem vamos conhecer o jornalista Maurício Oliveira, referência quando o assunto é trabalho freelancer. Há cerca de 10 anos atuando como freela e com seus trabalhos sendo requisitados por grandes meios de comunicação - Estadão, revistas Exame, Você S/A, Viagem e Turismo, entre outros - e ganhando mais do que quando era empregado, ele garante que está mais satisfeito hoje, "desempregado".

O resultado dessa década de experiência foi o lançamento do Manual do Frila, onde ele revela como conciliar autonomia, desafios profissionais e, ainda, uma boa remuneração. Maurício Oliveira, 40 anos, realiza em média quatro a cinco trabalhos mensais, além de anuários e edições especiais.

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Maurício Oliveira/Reprodução
Segundo o jornalista, em entrevista ao Portal Imprensa, é fundamental a experiência prévia como empregado antes de ingressar como freelancer. Confira a entrevista:

Qual é o erro mais comum dos que desejam ser freelancer?
As pessoas têm uma visão um pouco romantizada, que é pensar numa pauta, desenvolver uma ideia e tentar encontrar o lugar para publicar. Isso é roubada. Lógico que não é impossível, mas é muito desgastante. É muito importante ter uma rodagem como empregado. No meu caso, 85% são pautas sob demanda e 15% de pautas que consegui indicar, aproveitando esses contatos. Por isso, acho complicado para um recém-formado virar frila, assim como é complicado para ele virar empreendedor.

Como o repórter ainda pouco conhecido no mercado deve começar? Vale a pena, por exemplo, ligar diretamente para a redação?Qual é a melhor abordagem?
Sempre digo que o freela tem como único capital inicial sua reputação. As pessoas acham que têm que ser algo muito especial. Se você faz o básico, você já se diferencia no mercado. Fazer o básico significa cumprir o prazo, entregar o trabalho com uma qualidade mínima e regular, manter um relacionamento cordial com quem o contrata e estar à disposição para ajustes e ampliações de texto.

O que não fazer?
Não cumprir esses quatro pontos. Além disso, ter em mente que quem contrata não quer ter confusão, discussões às vezes inúteis sobre as minúcias do preço. Aposto muito mais no desenvolvimento de relações de longo prazo, que chamo de “casamento”, em que você estabelece uma relação em que, às vezes, você abre mão de uma coisa ou outra.

Existe um perfil mais adequado à vida de “freela”?
Há características da vida de freela como a liberdade de horário. Um expediente mais regular não combina muito com o freela. Outra coisa é a imprevisibilidade do rendimento. Além disso, a capacidade de lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Já vi muito amigos que se angustiavam muito com isso de ficar com várias pastas abertas simultaneamente. O freela é aquele chinesinho que fica rodando os pratos sem deixar nenhum cair. O último aspecto é a solidão. Você não tem mais colega de trabalho, nem um sobrenome – “Sou fulano da Folha de S.Paulo”. Você não tem mais isso.


Fonte: Portal Imprensa
Tópico: Ferramentas Foca






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